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Desaparecimento da família Aguiar pode ter sido premeditado, indicam dados periciais






Desaparecimento da família Aguiar pode ter sido premeditado, indicam dados periciais

O avanço da investigação sobre o sumiço de uma família na Região Metropolitana de Porto Alegre trouxe um elemento decisivo para a linha policial. A análise técnica do telefone de Silvana Germann de Aguiar mostrou que o aparelho jamais esteve em Gramado, contrariando uma publicação feita nas redes sociais que mencionava um acidente na cidade turística. A informação fortalece a hipótese de tentativa de despistar as autoridades e indica que o desaparecimento ocorreu em Cachoeirinha.

O principal investigado é o ex-marido de Silvana, o policial Cristiano Domingues Francisco, atualmente preso temporariamente e que alega inocência. A apuração é conduzida pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul.

A perícia digital constatou que a mensagem publicada no perfil da vítima, afirmando que ela havia sofrido um acidente, mas estava fora de perigo, não corresponde à realidade. O rastreamento apontou que o telefone permaneceu na região do mercado pertencente à família e foi localizado ali no início de fevereiro.

O resultado desmonta a hipótese inicial de viagem e sustenta a tese de encenação para justificar o desaparecimento. Os investigadores avaliam que a publicação teria sido feita com objetivo de retardar buscas e reduzir suspeitas imediatas.

Além de Silvana, que sumiu no sábado, 24 de janeiro, seus pais, Isail e Dalmira Aguiar, não são vistos desde o início da tarde do dia seguinte. Testemunhas chegaram a considerar que eles teriam saído à procura da filha, porém diligências e elementos técnicos indicam que os dois também permaneceram na cidade antes de desaparecer.

A polícia trabalha com a possibilidade de concluir o inquérito mesmo sem a localização das vítimas. A linha investigativa dominante aponta para crime violento e reduz a expectativa de encontrá-los com vida.

A evolução do caso depende agora de provas complementares que permitam reconstruir a dinâmica do desaparecimento e indicar com precisão o que ocorreu após o último registro dos familiares.


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