Condenado por duplo homicídio em Cachoeirinha foge do instituto psiquiátrico
Por André Guterres - Info do Vale e Cachoeirinha Notícias 24 Horas
A fuga de Andrew Heger Ribas, condenado pelo assassinato do avô e da companheira dele em Cachoeirinha, voltou a colocar em evidência um dos crimes mais chocantes da história recente do Rio Grande do Sul. O caso ganhou destaque novamente nesta terça-feira (16), após ser abordado durante o programa Guaíba no Ar.
Condenado em agosto de 2025 a 52 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão, além de 1 ano, 5 meses e 8 dias de detenção, Andrew estava internado no Instituto Psiquiátrico Forense (IPF). No entanto, na última terça-feira, dia 9 de junho, ele fugiu da instituição e desde então é considerado foragido.
A fuga ocorreu poucos dias após uma decisão judicial que revogou sua internação no IPF. A medida determinou que o condenado deixasse a unidade psiquiátrica e passasse a cumprir pena em um presídio comum.
Segundo a Polícia Penal, o mandado de recaptura foi expedido já no dia seguinte à fuga. As forças de segurança iniciaram imediatamente as buscas para localizar o foragido.
Em nota, a Polícia Penal informou que as circunstâncias da fuga estão sendo apuradas pela Corregedoria-Geral da instituição. A corporação também destacou que equipes de segurança foram mobilizadas logo após a constatação da evasão para tentar recapturar o condenado.
Já o advogado de Andrew declarou ter sido surpreendido pela notícia da fuga.
Crime chocou o Estado
O caso ganhou repercussão em todo o Rio Grande do Sul pela brutalidade dos fatos. As vítimas foram Rubem Affonso Heger, de 85 anos, e sua companheira, Marlene dos Passos Stafford Heger, de 53 anos.
De acordo com a acusação do Ministério Público, o crime ocorreu em fevereiro de 2022 e teria sido motivado por interesses financeiros. As investigações apontaram que Andrew e sua mãe, Cláudia de Almeida Heger, foram até a residência das vítimas, na Vila Carlos Antônio, em Cachoeirinha, onde ocorreu o duplo homicídio.
Após os assassinatos, os corpos foram ocultados e nunca mais localizados. Durante o processo judicial, Andrew revelou que os cadáveres teriam sido queimados em uma churrasqueira utilizando lenha e carvão.
Além dos homicídios qualificados, ele também foi condenado por ocultação de cadáver, fraude processual, maus-tratos aos animais e resistência à prisão. A cachorra pertencente ao casal também foi morta durante a ação criminosa.
Durante o julgamento realizado em agosto de 2025, o Conselho de Sentença acolheu a tese do Ministério Público e aplicou uma das maiores condenações já registradas em casos criminais recentes envolvendo o município. Na ocasião, o promotor de Justiça responsável pelo caso destacou que o condenado deixaria o Instituto Psiquiátrico Forense para cumprir pena em presídio comum, onde deveria permanecer por muitos anos.
A mãe de Andrew também respondia ao processo, mas morreu em março de 2025 enquanto realizava tratamento médico fora do sistema prisional.

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