Operação Penhor: Polícia Civil prende 20 suspeitos e desarticula esquema de comércio ilegal de armas na Região Metropolitana
Ex-funcionária da Câmara de Cachoeirinha, demitida em 2024, está entre os detidos na operação
Por André Guterres - Info do Vale e Cachoeirinha Notícias 24 Horas
Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Cachoeirinha está entre os 20 investigados presos durante a Operação Penhor, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (2). Apesar de parte da imprensa ter informado inicialmente que a detida seria servidora do Legislativo municipal, a Câmara esclareceu que a mulher foi exonerada em 2024 e não possui mais vínculo com a instituição. A ofensiva tem como alvo uma organização criminosa suspeita de atuar no comércio ilegal de armas de fogo, lavagem de dinheiro e outros crimes conexos na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Investigação aponta esquema de fornecimento de armas para facção criminosa
Coordenada pela 2ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico (2ª DIN/Denarc), a Operação Penhor cumpriu 94 medidas cautelares nos municípios de Porto Alegre, Cachoeirinha, Gravataí e Cidreira. Entre as ordens judiciais estão 24 mandados de prisão preventiva, 22 mandados de busca e apreensão, 36 sequestros de veículos, dois sequestros de imóveis e dez bloqueios de contas bancárias.
As investigações começaram após informações sobre a atuação de indivíduos envolvidos no comércio clandestino de armas de fogo na Região Metropolitana. Conforme a Polícia Civil, o trabalho investigativo revelou a existência de uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas entre seus integrantes.
O grupo seria responsável pela aquisição, armazenamento, transporte e comercialização de armas de fogo e munições destinadas ao abastecimento de uma facção criminosa com atuação na região do Vale dos Sinos.
Durante a operação, os policiais apreenderam cerca de R$ 30 mil em dinheiro, oito veículos, uma moto aquática e três armas de fogo.
Polícia amplia investigação financeira e busca foragidos
As diligências seguem em andamento para localizar suspeitos que ainda não foram encontrados, além de aprofundar a análise patrimonial e financeira dos investigados.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Wesley Lopes, a investigação demonstrou que o grupo não atuava apenas no comércio ilegal de armas, mas também utilizava mecanismos sofisticados para ocultação de patrimônio e lavagem de capitais.
Segundo o delegado, as medidas de bloqueio de bens e contas bancárias representam uma ferramenta importante para enfraquecer financeiramente a organização criminosa e reduzir sua capacidade operacional.
A Operação Penhor integra a Operação Narke VI, iniciativa coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública para combater organizações criminosas e o tráfico de armas e drogas em diversas regiões do país.

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