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Opinião: A busca pela ampliação dos serviços do Hospital Padre Jeremias é urgente


Teté Caçapava e o hospital estadual Padre Jeremias


Opinião: A busca pela ampliação dos serviços do Hospital Padre Jeremias é urgente


É imprescindível que a população de Cachoeirinha conte com melhorias definitivas nos serviços do Hospital Estadual Padre Jeremias ou, idealmente, que o município conquiste uma nova unidade hospitalar capaz de oferecer traumatologia, cirurgia geral e leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Essa demanda não é apenas justa; é urgente.

Cachoeirinha é um município vizinho à capital, detentor de uma das maiores arrecadações de impostos e com expressivo PIB, abrigando quase 150 mil moradores em uma das menores áreas territoriais do Rio Grande do Sul. Ainda assim, a cidade convive com um hospital local que, embora mantenha a excelência no serviço de maternidade, deixa a desejar na maior parte das demais especialidades.

Embora o Governo do Estado mantenha a cidade formalmente categorizada apenas para atenção básica em saúde, repassando recursos estritamente voltados a essa finalidade, a Prefeitura local acaba pressionada pela realidade. O Padre Jeremias atende hoje não apenas moradores locais, mas também pacientes vindos de Gravataí, Alvorada, Canoas e da zona norte de Porto Alegre. O que poucos parecem compreender, e outros preferem ignorar, é que gerir e manter uma estrutura hospitalar exige aportes milionários mensais. Mesmo sem obrigação legal direta, o município injeta recursos próprios para manter o hospital funcionando, sacrificando seu já modesto orçamento comparado ao volume de impostos enviado ao Estado e à União.

Na prática, quem paga a conta dessa desconexão administrativa é o cidadão. São recorrentes os relatos de moradores que necessitam de atendimento especializado e são forçados a migrar para outros municípios. Pior: muitos dão entrada no Padre Jeremias e, dependendo da regulação da Secretaria Estadual da Saúde, ficam retidos na unidade à espera de leitos em hospitais com mais recursos em outras cidades, uma espera morosa que coloca vidas em risco diário.

Nesse cenário, a busca por soluções para o caos da saúde tornou-se prioridade central no debate político. Entre as lideranças que atuam na pauta, Teté Caçapava mantém no centro de suas propostas duas frentes fundamentais: a captação contínua de recursos para reformar e expandir os serviços do Hospital Padre Jeremias e a articulação direta para viabilizar a construção de um hospital regional em Cachoeirinha, financiado com recursos da União para atender todo o ecossistema de cidades vizinhas.

Esses compromissos vêm sendo construídos por meio de diálogos estratégicos. No âmbito estadual, Teté Caçapava, presidente estadual do Avante e candidato a deputado federal por Cachoeirinha com o número 7070, iniciou em janeiro deste ano a articulação de melhorias para o Padre Jeremias junto ao governador Eduardo Leite e conta com o compromisso de Gabriel Souza, candidato a governador, para assegurar os investimentos estaduais necessários na unidade. Na esfera federal, em reunião com o deputado Paulo Pimenta que concorre ao senado, e que é o braço direito do presidente Lula no estado, levou a proposta de construção do hospital regional gerido e financiado com suporte do Ministério da Saúde, iniciativa que recebeu sinalização favorável de Pimenta para fortalecimento da saúde na região.

Em momentos de intenso debate eleitoral, sobram discursos e faltam convergências. Garantir o direito à saúde exige bom senso e união de esforços acima de ideologias ou bandeiras partidárias. Cachoeirinha precisa, mais do que nunca, de representatividade política atenta às dores reais da sua gente na Câmara Federal. A consolidação de um sistema de saúde robusto não é favor de governantes: é dever do Estado e prioridade absoluta para a sobrevivência da nossa população.

Por André Guterres - Info do Vale

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