Polícia conclui investigação e indicia professor de escola estadual por estupro de vulnerável em Cachoeirinha
Investigação da 1ª Delegacia de Polícia apontou sete vítimas, todas com idades entre 7 e 8 anos; professor está preso desde 26 de agosto
A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigava denúncias contra um professor de 59 anos de uma escola estadual de Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O profissional foi indiciado por estupro de vulnerável após a investigação apontar sete meninas, com idades entre 7 e 8 anos, como vítimas. O homem está preso desde 26 de agosto.
Conforme a Polícia Civil, as crianças foram ouvidas em juízo e também passaram por exames periciais. Conforme a investigação, as avaliações psicológicas realizadas no procedimento apresentaram elementos considerados compatíveis com os relatos prestados pelas meninas.
O caso foi investigado pela 1ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha e envolve situações que, segundo a apuração policial, teriam ocorrido dentro da sala de aula da Escola Estadual Mário Quintana, no bairro Parque da Matriz.
Professor foi afastado das funções
Após as denúncias, o professor foi afastado das atividades na instituição de ensino. O caso também provocou manifestações de pais de alunos em frente à escola. Dezenas de responsáveis participaram de um protesto pedindo providências e punição ao suspeito.
No final de agosto, a Secretaria Estadual da Educação (Seduc) também abriu um procedimento administrativo para apurar a conduta do profissional.
Com a conclusão do inquérito, o indiciamento será encaminhado ao Ministério Público, responsável por analisar as informações reunidas pela Polícia Civil e decidir os próximos passos. Entre as possibilidades estão o oferecimento de denúncia à Justiça, a solicitação de novas diligências ou o arquivamento do procedimento.
O indiciamento, por si só, não representa condenação. Eventual responsabilidade criminal será analisada pela Justiça no decorrer do processo, caso o Ministério Público apresente denúncia e ela seja recebida.
Até o momento, a defesa do professor não se manifestou sobre o caso. O espaço permanece aberto para eventual posicionamento da defesa.

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