Por André Guterres - Info do Vale e Cachoeirinha Notícias 24 Horas
Oito meses. Esse é o tempo que uma família em Cachoeirinha espera por respostas que ainda não vieram. Nesta quinta-feira, 25 de setembro, completam-se 245 dias desde que Silvana de Aguiar, de 48 anos, foi vista pela última vez, junto com seus pais, Isail e Dalmira Germann de Aguiar, de 69 e 70 anos.
O caso, que chocou moradores da Região Metropolitana de Porto Alegre e ganhou repercussão nacional após a revelação de que o suspeito usou inteligência artificial para clonar a voz de uma das vítimas, segue sem uma resposta essencial: onde estão os corpos das três pessoas desaparecidas desde 24 e 25 de janeiro.
O que mudou e o que continua igual no caso
O policial militar Cristiano Domingues Francisco, ex-companheiro de Silvana, está preso preventivamente desde fevereiro e foi indiciado por nove crimes, entre eles feminicídio, homicídio e ocultação de cadáver. A investigação concluiu que ele usou uma ferramenta de IA para simular a voz de Silvana e atrair os pais dela para um encontro fatal, com uma falsa história de acidente em Gramado.
Passados 245 dias, esse continua sendo o ponto que trava o desfecho do caso para a comunidade. Sem os corpos, a dor da família não tem para onde se voltar, e o indiciamento por ocultação de cadáver permanece como a peça que falta para fechar o quebra-cabeça da Justiça.
Por que a comunidade ainda pode ajudar
Você que mora em Cachoeirinha, Gravataí ou na região metropolitana pode ter visto ou ouvido algo relevante para esse caso, mesmo sem saber. Uma movimentação estranha em um terreno, um comentário fora do comum, um detalhe que parecia sem importância em janeiro pode ser exatamente o que falta para a polícia avançar.
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul mantém aberto o canal do Disque-Denúncia, 181, para qualquer informação sobre o paradeiro de Silvana, Isail e Dalmira. O contato pode ser feito de forma anônima.

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