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Condenado por matar avô e companheira dele em Cachoeirinha segue foragido após fuga do IPF

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Condenado por matar avô e companheira dele em Cachoeirinha segue foragido após fuga do IPF


Por André Guterres - Info do Vale

Andrew Heger Ribas, condenado pela morte do avô e da companheira dele em Cachoeirinha, segue foragido mais de três meses após fugir do Instituto Psiquiátrico Forense (IPF), em Porto Alegre.

Segundo a Polícia Penal, a fuga ocorreu em 9 de junho de 2026. O mandado de recaptura foi expedido no dia seguinte pela 1ª Vara Criminal. Conforme o documento, Andrew ainda precisa cumprir 52 anos, quatro meses e 10 dias de pena.

Uma semana antes da fuga, a Justiça havia revogado a internação dele no IPF após um pedido de habeas corpus e determinado sua transferência para um presídio comum.

Andrew foi condenado em agosto de 2025 pelo crime ocorrido em Cachoeirinha, em 2022. O avô, Rubem Affonso Heger, tinha 85 anos, e a companheira dele, Marlene dos Passos Stafford Heger, tinha 53. Os corpos das duas vítimas nunca foram localizados.


Relembre o caso

O crime ocorreu em 27 de fevereiro de 2022. Segundo a investigação da Polícia Civil, Andrew e a mãe, Cláudia de Almeida Heger, foram de Canoas para Cachoeirinha para almoçar com Rubem e Marlene.

Na época, Cláudia afirmou à polícia que havia levado o pai e a companheira dele para passar alguns dias em Canoas. Ela disse que saiu de casa para ir a uma unidade de saúde e, ao retornar, não encontrou mais o casal.

Durante a investigação, Andrew relatou a dinâmica do crime. Segundo sua versão, ele teria visto o avô e Marlene adormecerem no sofá da residência em Cachoeirinha. Os corpos teriam sido posteriormente retirados do local por Cláudia.

A Polícia Civil informou que, ainda em 2022, Cláudia colocou colchões nas portas da garagem da casa para bloquear a visão de quem passava pela rua. A movimentação foi registrada por câmeras de segurança.

Segundo o relato de Andrew, já em Canoas, os corpos teriam sido colocados em uma churrasqueira e queimados durante cerca de 36 horas, utilizando lenha e carvão. As cinzas e restos mortais teriam sido posteriormente levados para uma área de mata próxima ao Rio Gravataí.

Cláudia e Andrew foram presos em maio de 2022, quase três meses após o desaparecimento do casal.

No julgamento, Andrew foi condenado por dois homicídios qualificados, ocultação de cadáver, fraude processual, maus-tratos a animais e resistência à prisão. A pena deve ser cumprida inicialmente em regime fechado.

A mãe de Andrew também respondia pelo crime, mas morreu em março de 2025, aos 51 anos, em decorrência de complicações relacionadas a problemas de saúde.


O que diz a defesa

Em manifestação ao portal GZH, o advogado André von Berg afirmou que a defesa não participou, auxiliou, facilitou ou orientou Andrew a fugir do IPF.

Segundo o advogado, a evasão ocorreu enquanto Andrew estava sob custódia do Estado e, por isso, as circunstâncias da fuga devem ser apuradas pelas autoridades.

A defesa também afirma que devem ser investigados os protocolos de segurança, a fiscalização e eventual falha na vigilância da instituição. O advogado ressaltou que a atuação profissional da defesa não pode ser confundida com decisões pessoais tomadas pelo condenado.

Andrew Heger Ribas permanece com mandado de recaptura em aberto.

Atenção: as informações sobre a dinâmica do crime e a destinação dos corpos são baseadas nos relatos apresentados durante a investigação e no processo judicial. Os corpos das vítimas nunca foram encontrados.

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