Silvia Cardoso Nowtzki, paciente de psoríase e artrite psoriásica,
Gladis Lima, presidente da PB e DPB, e Bárbara Brasil, paciente de
hidradenite supurativa - Foto: Bruno Pelissari
Tour sobre doenças crônicas de pele ganha escala nacional a partir de Porto Alegre
Após ações na Assembleia Legislativa do RS e na Câmara Municipal de Porto Alegre, mobilização das entidades Psoríase Brasil e Doenças de Pele Brasil chega ao Terminal Rodoviário Tietê em 25 de agosto, antes de seguir para Belo Horizonte e Brasília
Depois de passar por espaços legislativos na capital gaúcha, o Tour Nacional pelas Doenças Crônicas de Pele inicia sua primeira etapa fora do Rio Grande do Sul. Em 25 de agosto, a partir das 9h, a mobilização chega ao Terminal Rodoviário Tietê, em São Paulo, com exposição, informações e totem interativo para aproximar passageiros e visitantes de condições ainda marcadas por desinformação, preconceito e atraso no diagnóstico.
Realizada pelas entidades gaúchas Psoríase Brasil e Doenças de Pele Brasil, a ação dá continuidade à campanha "Cada história é única", que já ocupou a Assembleia Legislativa e a Câmara Municipal de Porto Alegre. A chegada à capital paulista inaugura a circulação nacional da mobilização, que seguirá para Belo Horizonte e para o Congresso Nacional, em Brasília.
Na ação em São Paulo, o público poderá participar de uma experiência interativa para testar seus conhecimentos sobre doenças de pele a partir de imagens e informações. A proposta é levar informação para além dos consultórios e ambientes institucionais, alcançando pessoas que talvez nunca tenham tido contato com conteúdos qualificados sobre psoríase, hidradenite supurativa, dermatite atópica, vitiligo e alopecia areata. Ao aproximar o público dessas condições, a iniciativa também ajuda a reconhecer sinais, desfazer mitos e ampliar a compreensão sobre impactos físicos, emocionais e sociais vividos pelos pacientes.
Embora não sejam contagiosas, muitas doenças crônicas de pele ainda são cercadas por olhares invasivos, julgamentos e desconhecimento. Em alguns casos, pacientes passam anos até receber o diagnóstico correto ou encontrar um tratamento adequado, convivendo com dor, coceira, lesões recorrentes, vergonha, isolamento social e prejuízos à autoestima, ao trabalho, à escola e às relações pessoais.
Para Gladis Lima, presidente das entidades Psoríase Brasil e Doenças de Pele Brasil, ver uma mobilização iniciada em solo gaúcho alcançar novos estados reforça a importância de ampliar o debate sobre doenças crônicas de pele em diferentes espaços. Em vez de esperar que o público chegue aos canais especializados de saúde, a ação leva o tema para o caminho de quem passa, viaja, trabalha ou acompanha alguém pelo terminal, abrindo espaço para reconhecer doenças que muitas vezes permanecem invisíveis por falta de conhecimento.
A partir de uma mobilização que começou na capital gaúcha, o tour ganha escala nacional e passa a encontrar pessoas no meio da rotina. No maior terminal rodoviário do país, em um lugar de chegadas, partidas e histórias que se cruzam, a proposta é lembrar que doenças crônicas de pele não são questões menores. Por trás de cada lesão, mancha ou crise, há uma pessoa que precisa de informação, cuidado, respeito e políticas públicas efetivas.

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