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OPINIÃO | Mesmo sem o apoio do MDB, Cristian é eleito presidente da Câmara




Eleição da nova mesa diretora da Câmara de Vereadores de Cachoeirinha ocorreu nesta terça-feira (14)


Uma disputa extremamente acirrada, é assim que podemos definir (de leve) a eleição da nova mesa diretora da Câmara de Vereadores.

Um acordo assinado entre os vereadores da base de apoio ao governo em 2020, onde a presidência da Casa Legislativa seria dividida entre os partidos que apoiam a atual administração nos próximos 4 anos não foi cumprido. Pelo acordo, o ano de 2022 seria presidido pelo MDB e ocorreu um racha nos vereadores da base, quando o vereador Felisberto Xavier (PSD), resolveu compor uma chapa para concorrer contra o vereador Cristian Wasem (MDB), que é genro do falecido prefeito Francisco de Medeiros, que é o prefeito mais lembrando pela população da cidade, pelo seu carisma e simplicidade.


Vale ressaltar que dos vereadores da base aliada, somente Xavier e Deoclécio Mello não assinaram o protocolo de acordo da mesa.

Com o apoio de 4 dos 5 vereadores da oposição, Xavier se lançou na disputa, recebendo apoio da prefeitura, que atualmente é governada interinamente pelo vice-prefeito do MDB. Além disso, Xavier recebeu o apoio de dois vereadores emedebistas, que resolveram “trair” o acordo e votar em uma chapa contrária ao colega de partido.

Documento assinado pelos vereadores da base

Com uma ampla rede multipartidária de articuladores (inclusive do Dr. André Lima de Moraes do MDB), com a volta do vereador Jordan (PDT) a sua cadeira no Legislativo, com a participação por videoconferência do vereador Juca Soares (participação que foi autorizada pela Justiça), e o voto do vereador Edison Cordeiro (Republicanos), Cristian obteve os votos necessários para conseguir vencer a acirrada disputa na Sessão Legislativa desta terça-feira.

Assim que confirmada a vitória, Cristian comemorou em plenário com os vereadores que lhe apoiaram, inclusive com Juca que estava na videoconferência.

A vitória de Cristian só confirmou que o parlamentar está sendo “escanteado” no partido, onde “forças ocultas” estão fazendo de tudo para o vereador mais votado da agremiação saia do MDB, e assim evitar que ele dispute a indicação para concorrer aos cargos da majoritária da próxima eleição (prefeito ou vice).

Conversando com duas eminências pardas do MDB, ambos estão assombrados com os atuais rumos do partido, cada vez mais encolhido e com o D da sigla (que significa democrático) cada vez mais em desuso. “Estão impedindo o surgimento de novas lideranças”, comenta um emedebista histórico.

O MDB está cumprindo um rito natural da sua existência na cidade, como já ocorreu no final das eleições municipais de 1996, foi necessário o partido ir ao fundo do poço para que ele pudesse se reerguer anos depois. O ciclo parece estar se repetindo novamente.

Ao vereador Cristian, que já tem portas abertas em diversos partidos na cidade, devido a essa “caça às bruxas” emedebista, deixo a seguinte frase de Ulysses Guimarães, o maior líder da história do MDB: “A grande arma de qualquer bom político é o trabalho. O esforço, a perseverança, o trabalho constroem uma carreira".


Por André Guterres - foto: Divulgação

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