Por Nilton Moreira*
Quando mergulhamos neste mundo acabamos esquecendo do que a gente foi em vidas anteriores. É a Misericórdia Divina se processando, pois se nos lembrássemos certamente não conseguiríamos resgatar nossas dívidas para com as pessoas que nos cercam, principalmente com as mais chegadas e fazem parte de nossa família, pois a animosidade permaneceria.
Claro que no momento que estamos no desprendimento físico pelo sono, por exemplo, lembramos de tudo, pois nestes momentos somos essencialmente espíritos, e quando estamos na carne nos denominamos de alma, mas em razão do Espírito que somos saber de tudo que se passou em vidas pretéritas nossa passagem por aqui é influenciada intuitivamente, e se estivermos em harmonia mental, com o pensamento elevado em sintonia com amigos da espiritualidade, certamente seremos ajudados e lembraremos dos aconselhamentos que obtivermos quando adormecidos.
Mas mesmo que não entendamos os sonhos, pois muitos não são para entender mesmo, trazemos de vidas passadas alguns costumes que por serem ocorrências fortes se acentuam bastante em nosso proceder e na maneira de vivermos, que muitas vezes tolhem nossas capacidades. Certamente quem não suporta leite, por exemplo, teve uma experiência desagradável. Pessoas relaxadas com o corpo e desorganizadas em suas moradas, deixando tudo em desalinho com sujeira ao seu entorno, podem trazer tais resquícios vivenciados em cavernas quando da passagem pelo umbral, ou quem sabe em algum momento da vida anterior tiveram de enclausurarem-se se escondendo de algo que as perseguia.
É muito difícil traçar um parâmetro do que fomos em outras existências, pois a literatura em exemplos nesse sentido é vasta, e cada um de nós é uma individualidade que tem sua própria história.
Mas apesar das dificuldades vivenciadas, temos oportunidade de tudo corrigir nesta vida, o que promoverá uma vida futura com menos tristezas e dificuldades, possibilitando sermos mais felizes. Não fazer o mal é uma obrigação de todos, mas fazer todo o bem possível nos engrandece aos “olhos de Deus”.
Muita Paz a todos!
*As opiniões expressadas pelos colunistas, não refletem necessariamente a opinião do Info do Vale

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