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El Niño aumenta atenção para doenças respiratórias no Sul




El Niño aumenta atenção para doenças respiratórias no Sul


Especialista alerta para os impactos das chuvas e da umidade e orienta sobre como proteger a saúde neste período

Por Gabriel Souza - imagem: divulgação

A combinação de chuva, umidade e frio que marca o inverno na região Sul do Brasil exige atenção também dentro de casa. Com a atuação do El Niño e a previsão de chuvas acima da média para a região em setembro segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), ambientes fechados e úmidos podem se tornar mais favoráveis à proliferação de fungos e à circulação de vírus respiratórios. Dentro desse cenário, especialistas reforçam a importância de manter os espaços ventilados e adotar cuidados simples para reduzir os riscos à saúde respiratória.

A atenção se torna ainda mais relevante por conta do Super El Niño, fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico. Segundo o boletim do Painel El Niño 2026-2027, elaborado por órgãos como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o INMET, o fenômeno foi confirmado em junho e há previsão de chuvas acima da média em áreas da Região Sul, além da possibilidade de intensificação ao longo do segundo semestre.

Para a infectologista da Hapvida, Mickaela Fischer, a combinação entre frio, umidade e ambientes com pouca ventilação pode criar condições favoráveis para a circulação de agentes infecciosos. “Durante o inverno, a tendência de mantermos os ambientes fechados, sem circulação adequada do ar, somado à umidade natural e à proveniente das chuvas, cria um ambiente favorável para a proliferação de diversos fungos”, explica.

Segundo a médica, as baixas temperaturas também podem agravar sintomas respiratórios. “O clima frio acaba reduzindo também a temperatura nas vias aéreas, prejudicando a eficiência de alguns mecanismos de defesa nelas”, afirma.

Mais do que o frio em si, porém, são os hábitos adotados nessa época que aumentam o risco de contaminação. Manter portas e janelas fechadas por longos períodos eleva a concentração de agentes patógenos nos ambientes e favorece a circulação de vírus respiratórios. “É um mito muito comum de que o frio deixa as pessoas doentes, mas são os hábitos que temos nestes períodos que de fato aumentam o nosso risco”, ressalta a infectologista.



Recomendações para a prevenção


Ao retornar para uma casa que ficou fechada por vários dias, especialmente após períodos de chuva, a recomendação é abrir portas e janelas para renovar o ar e verificar possíveis focos de mofo em paredes e locais com maior umidade. Cobertores, cortinas e outros tecidos também devem ser lavados e secos, preferencialmente ao sol.

A atenção deve se estender aos sintomas. Espirros, coriza, chiado no peito ou tosse por mais de três semanas indicam a necessidade de avaliação médica. Já falta de ar aguda acompanhada de esforço para respirar exige atendimento de emergência, orienta a especialista.

Além dos cuidados com a umidade, a higiene dos ambientes é uma aliada da saúde respiratória. A limpeza regular de superfícies e tecidos e a ventilação dos cômodos são medidas simples que podem contribuir para um ambiente doméstico mais saudável.



Telemedicina da Hapvida


A telemedicina é uma aliada importante no atendimento à saúde, permitindo consultas médicas por vídeo de forma prática e segura. A modalidade é indicada principalmente para a avaliação e o acompanhamento de sintomas leves, quando não há sinais de urgência ou risco imediato à saúde.

A possibilidade de realizar a consulta de onde o paciente estiver, utilizando computador, tablet ou celular, facilita o acesso à orientação médica sem a necessidade de deslocamento. Em períodos de maior circulação de doenças respiratórias, como durante as chuvas e o aumento da umidade, esse recurso também ajuda a reduzir a exposição a outros vírus e agentes infecciosos.

No entanto, é importante destacar que sintomas intensos, persistentes ou que indiquem agravamento do quadro clínico exigem avaliação presencial para garantir o diagnóstico adequado e o tratamento mais seguro.



Sobre a Hapvida


Com mais de 80 anos de experiência, a Hapvida é hoje a maior empresa de saúde integrada da América Latina. A companhia, que possui mais de 77 mil colaboradores, atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.

Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado de ponta a ponta, a partir de 85 hospitais, 74 prontos atendimentos, 364 clínicas médicas e 309 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial, além de unidades especificamente voltadas ao cuidado preventivo e crônico. Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus clientes.

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