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Patrícia Alba toma posse como membro titular da Comissão Especial de Combate ao Feminicídio da ALRS






Patrícia Alba toma posse como membro titular da Comissão Especial de Combate ao Feminicídio da ALRS

Por Eliane Iensen - Foto: Lucas Kloss/ ALRS

A deputada estadual Patrícia Alba (MDB) tomou posse como membro titular da Comissão Especial de Combate ao Feminicídio da Assembleia Legislativa, instalada nesta semana sob a presidência da deputada Eliana Bayer (REP). O ato reuniu representantes da Defensoria Pública do Estado, da Polícia Civil, da Brigada Militar, das Patrulhas Maria da Penha e das diretorias do Parlamento gaúcho, marcando o início dos trabalhos do colegiado que terá a missão de propor ações efetivas para enfrentar a violência contra as mulheres no Estado.

A comissão nasce com o propósito de ser a voz das mulheres que sofrem violência e de todas aquelas que aguardam apoio, acolhimento e respostas concretas do poder público. Durante a solenidade, Patrícia Alba destacou a gravidade dos números registrados no Rio Grande do Sul. Segundo ela, mesmo em uma sociedade cada vez mais desenvolvida e tecnologicamente avançada, o Estado contabilizou 444 feminicídios nos últimos cinco anos. Somente em 2025 foram registradas 80 mortes e, neste ano, o estado atingiu a marca de 40 ocorrências.

A parlamentar ressaltou que o feminicídio representa o desfecho de uma longa sequência de violências que muitas vezes passam despercebidas ou são naturalizadas no cotidiano. Para Patrícia, o enfrentamento do problema exige não apenas proteção às vítimas, mas também uma mudança cultural profunda. “Ao longo dos anos avançamos em muitos aspectos da proteção às mulheres, mas também falhamos em outros. Talvez tenhamos concentrado nossos esforços em orientar as mulheres a saírem de relacionamentos abusivos e tenhamos falado pouco com os homens. Precisamos que eles também estejam nessa luta, compreendam o que as mulheres enfrentam e entendam que a sociedade não aceita mais comportamentos violentos e relações baseadas na opressão”, afirmou.

Patrícia Alba também lembrou que a busca pela igualdade entre homens e mulheres é relativamente recente na história brasileira, citando o Estatuto da Mulher Casada (Lei nº 4.121 de 1962), que retirou a exigência de autorização do marido para diversos atos da vida civil. O regramento que equipara homens e mulheres como iguais, se deu na Constituição de 1988m Segundo a deputada, a comissão terá a responsabilidade de ouvir especialistas, instituições e a sociedade para construir um relatório que resulte em propostas concretas. “Nosso compromisso é entregar resultados efetivos para a sociedade”, concluiu.


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