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Silvana Aguiar é o 20º feminicídio de 2026 no Rio Grande do Sul





Silvana Aguiar é o 20º feminicídio de 2026 no Rio Grande do Sul

O desaparecimento de Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, passou a ser oficialmente tratado como feminicídio e elevou para 20 o número de registros no Rio Grande do Sul em 2026. A confirmação ocorreu na quarta-feira, 25, após a Polícia Civil reunir elementos que apontam para crime motivado por violência de gênero. Silvana está desaparecida desde 24 de janeiro, em Cachoeirinha, na Região Metropolitana.

Mesmo sem a localização do corpo, o enquadramento foi definido com base no conjunto de provas reunidas ao longo da investigação.


Ex-companheiro é indiciado e nega envolvimento

O principal suspeito é o ex-companheiro da vítima, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, que está preso temporariamente. Conforme a Polícia Civil, há evidências consideradas suficientes para indiciá-lo pelo desaparecimento de Silvana.

As apurações também indicam indícios de envolvimento no sumiço dos pais dela, Isail Aguiar, 69 anos, e Dalmira Aguiar, 70, desaparecidos há mais de 30 dias. A linha investigativa aponta que os três casos podem estar interligados.

Cristiano alega inocência e nega participação nos desaparecimentos. A defesa sustenta que ele não tem responsabilidade nos fatos investigados.


Feminicídios crescem 50% no RS em 2026

Com a inclusão de Silvana nas estatísticas, o Estado chega a 20 feminicídios neste ano. Conforme dados oficiais da Secretaria Estadual da Segurança Pública, o número representa um aumento de 50% em comparação com o mesmo período de 2025.

Os dados reforçam o alerta sobre a escalada da violência contra a mulher no Rio Grande do Sul, especialmente em casos que envolvem ex-companheiros, perfil recorrente nas investigações desse tipo de crime.


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