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Jussara abre investigação e ordena retirada de pintura de ciclovia após polêmica






Jussara abre investigação e ordena retirada de pintura de ciclovia após polêmica

A pintura de uma ciclovia na avenida Fernando Ferrari, nas proximidades do cruzamento com a avenida General Flores da Cunha, em Cachoeirinha, provocou forte repercussão nas redes sociais nos últimos dias. Diante das críticas e preocupações sobre segurança, a prefeita interina Jussara Caçapava determinou nesta quinta-feira (5) a remoção imediata da pintura em pontos considerados de risco para pedestres e ciclistas.

A decisão foi formalizada no decreto nº 8732, publicado em edição extra do Diário Oficial do Município nesta quinta-feira (5). Além da retirada dos trechos problemáticos, Jussara também determinou uma revisão técnica completa da obra e a abertura de investigação interna para apurar responsabilidades sobre a execução e fiscalização do projeto.


Projeto antigo e histórico de críticas sobre ciclovias na cidade

As discussões em torno da ciclovia não são recentes. O projeto faz parte de um pacote apresentado em 2016, durante a gestão do então prefeito Vicente Pires, com o objetivo de obter cerca de R$ 40 milhões em recursos federais para melhorias de infraestrutura em Cachoeirinha. Os recursos foram liberados posteriormente na gestão de Miki Breier.

Ao longo dos anos, diferentes trechos do projeto já haviam gerado questionamentos. Em agosto de 2021, já noticiávamos que moradores e usuários apontaram problemas na implantação de ciclovias em outros pontos da cidade. Na avenida Caí, por exemplo, a faixa destinada a bicicletas chegou a ser pintada sobre a calçada, com três postes no meio do trajeto.

Outro caso que gerou críticas ocorreu na avenida Princesa Isabel, onde também noticiamos em agosto de 2021 que a pintura da ciclovia cruzava a via no topo de uma lomba. A situação levantou preocupações sobre o risco de motoristas que sobem a via se depararem repentinamente com ciclistas atravessando a pista. Na época, o trecho acabou sendo apelidado por moradores de Ciclovia da Morte.

O debate também se estendeu ao projeto previsto para a avenida General Flores da Cunha, que na gestão Miki Breier seria executado com recursos próprios do município, mas acabou não sendo concluído.

Prefeitura investiga execução da obra e analisa revisão do projeto

A obra financiada por meio de contrato com a Caixa Econômica Federal deveria ter sido concluída há anos, mas permaneceu parada por um longo período. A paralisação chegou a gerar preocupação sobre a possibilidade de o município ter que devolver recursos federais devido à não conclusão do projeto.

De acordo com informações, a empresa responsável pela obra notificou o município durante o período que estava ocorrendo a transição da gestão interina, informando que daria continuidade ao projeto original da ciclovia. Onde o projeto não chegou a ser analisado tecnicamente.

Diante disso, Jussara determinou a abertura de investigação interna pela Procuradoria Geral do Município para identificar quem recebeu a notificação e por qual motivo não foi feita uma avaliação sobre a adequação do projeto diante das mudanças viárias e urbanísticas ocorridas na região ao longo dos últimos anos. Além disso, Jussara também solicitou que seja investigado os pagamentos do projeto, e se quando foram pagos, não foi observado que o projeto precisava ser adequado a realidade dos trechos que iriam receber as adequações.

Jussara também determinou que seja elaborado um novo projeto para o trecho da avenida Fernando Ferrari, com adequação às normas atuais de mobilidade urbana e com foco na segurança de pedestres e ciclistas, levando em consideração o intenso fluxo de veículos na região.

Além disso, a Prefeitura de Cachoeirinha deverá comunicar oficialmente a Caixa Econômica Federal sobre os problemas identificados no projeto original de 2016 e apresentar as atualizações necessárias para que a obra esteja em conformidade com a situação atual das vias.

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