Polícia intensifica investigações e trata como crime o desaparecimento de família em Cachoeirinha
Por André Guterres - Info do Vale
O desaparecimento de três integrantes de uma mesma família em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, passou a ser tratado formalmente como possível crime pela Polícia Civil. Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, e seus pais, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, estão desaparecidos desde o fim de janeiro, sem qualquer contato com familiares, o que reforça a gravidade do caso e mobiliza as forças de segurança.
Silvana foi vista pela última vez na noite de 24 de janeiro. Os pais desapareceram no dia seguinte. A família reside no município e o caso tem causado apreensão entre vizinhos e moradores da região.
Câmeras, veículos e depoimentos ampliam as apurações
Imagens de câmeras de videomonitoramento flagraram um veículo vermelho entrando e saindo do pátio da residência de Silvana na noite do desaparecimento. A Polícia Civil trabalha para identificar o proprietário do automóvel e quem estaria no interior do carro. Em entrevista ao programa Cidade Alerta, da Record, o delegado Anderson Spiers afirmou que a identificação dos ocupantes do veículo é considerada peça-chave para o avanço da investigação.
Segundo a 1ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana de Gravataí, outros dois veículos também aparecem nas imagens. Um Ford Ka branco pertence à própria Silvana. Já um automóvel cinza é do ex-marido dela, que teria chegado ao local acompanhado do pai da mulher desaparecida. O ex-marido, que é policial militar, já prestou depoimento.
Até o momento, mais de dez pessoas foram ouvidas, entre parentes, vizinhos e pessoas próximas à família. A Polícia Civil informou que não há registro de medida protetiva, ocorrência policial ou processo judicial envolvendo Silvana e o ex-companheiro.
O delegado responsável pelo inquérito avalia que o silêncio prolongado reforça a hipótese de crime. Silvana possuía celular e conhecimento de tecnologia, o que torna incomum a ausência total de comunicação. Diante disso, a polícia considera possibilidades como cárcere privado, sequestro ou homicídio, sem descartar nenhuma linha de investigação.
Cartucho calibre 5.56 é localizado, mas ligação com o caso é incerta
Durante diligências na casa dos pais de Silvana, onde funciona um minimercado anexo, no bairro Anair, agentes da Polícia Civil localizaram um cartucho calibre 5.56 no pátio, próximo à garagem, na Rua Barbacena. O achado chamou a atenção por se tratar de um calibre utilizado por forças de segurança, CACs de forma restrita e também por organizações criminosas.
De acordo com o delegado regional, o material apresenta características de munição de festim e aparenta ser antigo, o que indica que não se trata de munição real. O cartucho estava em um canto da garagem e, até o momento, não se encaixa diretamente em nenhuma linha principal da investigação, embora não tenha sido descartado.
Após questionamentos públicos, o Instituto Geral de Perícias confirmou o recebimento do pedido de perícia tanto do cartucho quanto das residências ligadas ao caso. Os trabalhos serão realizados em regime de urgência, conforme a complexidade da ocorrência.
A Polícia Civil ainda não confirmou a quebra de sigilo bancário ou telefônico. As investigações seguem em andamento, enquanto familiares aguardam respostas sobre o paradeiro de Silvana e de seus pais.
Qualquer informação pode ser repassada anonimamente pelo Disque-Denúncia no número 181.

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