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| Mercado da família Aguiar no bairro Anair Foto: André Guterres/Info do Vale |
Família desaparecida em Cachoeirinha: perícia encontra vestígios de sangue em residência
Por André Guterres - Info do Vale
Na noite desta quinta-feira (5), peritos do IGP estiveram na casa de Silvana Germann Aguiar, no bairro Granja Esperança, em Cachoeirinha, entre 19h30 e 21h20. Na sequência, a equipe se deslocou até a residência dos pais dela, Isail e Dalmira Aguiar, localizada na rua Barbacena, no bairro Anair, onde os trabalhos periciais se estenderam até as 22h.
Durante a análise na residência de Silvana, os peritos utilizaram luminol e identificaram resquícios de sangue no pátio e no banheiro do imóvel. O delegado Anderson Spier, responsável pela 1ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana, explicou que a constatação, por si só, não confirma a ocorrência de um crime. Segundo ele, o luminol apenas detecta a presença de sangue, que pode ser antigo, decorrente de um ferimento doméstico ou até de origem animal, já que no local vivem um cachorro e um gato. A confirmação da origem dependerá do laudo oficial da perícia.
Ainda conforme as informações preliminares, não foram encontradas evidências de luta corporal nem na casa de Silvana nem na residência de seus pais. Os animais que estavam no imóvel foram recolhidos pela polícia e encaminhados para cuidados de parentes da família.
Investigação avança e polícia trabalha com hipótese de crime
A Polícia Civil segue apurando a movimentação de veículos e pessoas que estiveram na casa de Silvana no dia 1º de fevereiro, data considerada central para o avanço das investigações. Até o momento, cerca de 20 pessoas entre familiares e pessoas próximas já foram ouvidas.
De acordo com o delegado Anderson Spier, a principal linha de investigação aponta para a ocorrência de um crime que teria impedido qualquer tipo de contato das vítimas com terceiros. Entre as hipóteses estão cárcere privado ou até mesmo homicídio. A possibilidade de sequestro vem sendo descartada, já que não houve contato ou pedido de resgate aos familiares. O desaparecimento voluntário também é considerado improvável pela polícia.
Questões financeiras ainda não podem ser analisadas de forma conclusiva, pois os investigadores aguardam o envio do histórico bancário dos desaparecidos. Informações sobre eventual seguro de vida também não foram confirmadas até o momento.
Conhecido por sua postura cautelosa, o delegado evitou divulgar detalhes sensíveis do caso, ressaltando que a exposição excessiva de informações pode comprometer as investigações ou gerar questionamentos jurídicos futuros sobre a validade das provas.
A Polícia Civil também alerta para a disseminação de boatos nas redes sociais. Relatos baseados em ouvir dizer, segundo o delegado, acabam atrapalhando o andamento das apurações sobre o caso.
Qualquer informação relevante pode ser repassada de forma anônima ao Disque-Denúncia, pelo telefone 181.


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