Prefeitura planeja ampliar rede com mais duas unidades e endurecer punições para descartes irregulares
Inaugurado em outubro de 2024, o novo modelo de ecoponto de Cachoeirinha – localizado na rua Maranhão, 260, no bairro Fátima – trouxe uma proposta diferente da antiga estrutura de descarte. Além de receber materiais de forma adequada, o espaço conta com uma sala de educação ambiental integrada, onde escolas municipais e estaduais participam de oficinas sobre cuidado com o meio ambiente e formas de combater a poluição.
Um ano depois, a cidade já conta com três unidades no mesmo formato. Além do ecoponto da rua Maranhão, foram implantados o que fica atrás do Shopping do Vale e da avenida Ary Rosa dos Santos. A operação dos três é de responsabilidade da empresa MecaniCapina.
De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Urbanos (Smisu), a mudança de modelo elevou a média de resíduos coletados: hoje, cada ecoponto recebe aproximadamente uma tonelada a mais por mês em comparação com os antigos.
O secretário Emerson dos Santos destaca que a transformação foi profunda. “Os ecopontos mudaram o cenário do descarte. Os antigos eram praticamente lixões a céu aberto, sem controle e sem separação; formavam montanhas de resíduos e, muitas vezes, havia incêndios. Agora, tudo é separado por tipo de material e ainda trabalhamos a conscientização ambiental. Até para o trabalho de recolhimento nas ruas ficou mais fácil”, afirma.
Multas de até R$ 15 mil
O movimento nos ecopontos é constante. Em poucos minutos de visita a uma das unidades, quase dez veículos chegaram para descartar materiais. Entre eles estava Tiago de Oliveira, morador do bairro Moradas do Bosque, que levava folhas, galhos e madeira após uma limpeza no pátio. “Sempre trago no ecoponto. Depois que mudou, ficou mais fácil. A equipe orienta onde parar e ajuda no descarte”, conta. Quando questionado por que usa o local, ele é direto: “Melhor fazer o correto do que levar uma multa.”
E a preocupação é válida. Quem for flagrado descartando lixo irregularmente está sujeito a punições. As multas variam de R$ 2 mil a R$ 15 mil. “No caso de flagrante ou denúncia, se além do descarte for constatado crime ambiental, a pessoa pode ser presa”, alerta o secretário Emerson.
As penalidades também podem somar infrações diferentes. “Se houver descarte em frente à residência, obstruindo o passeio, já gera uma segunda multa. Se a pessoa estacionar em local proibido para descartar lixo, incorre também em infração de trânsito. Tivemos um caso que totalizou R$ 18 mil em multas porque houve descarte irregular, crime ambiental e infração de trânsito”, explica.
Denúncias podem ser feitas pelo telefone 153.
Combate ao descarte irregular
A Prefeitura segue enfrentando pontos críticos de descarte ilegal. “Temos locais históricos, como na avenida José Brambila, em frente à igreja dos Mórmons, onde já instalamos câmeras, placas de alerta e até realizamos prisão de uma pessoa flagrada descartando lixo. Infelizmente, a falta de conscientização ainda persiste”, lamenta Emerson.
A Estrada dos Capistranos é outro ponto recorrente. “Para essa região, planejamos construir um ecoponto. É uma área mais afastada, com grande número de moradores que trabalham com reciclagem, o que naturalmente aumenta o volume de descarte. Implantar um ecoponto lá é uma forma de atacar o problema”, afirma.
Outra área em estudo é a Vila Eunice, considerada distante das unidades já existentes e com focos de descarte no limite do bairro. Ainda não há previsão para o início das obras.
Ecopontos em números
De julho a setembro deste ano, os três ecopontos de Cachoeirinha receberam mais de 10 mil metros cúbicos de materiais variados, entre eles: caliça, madeira, ferro, eletrônicos, colchões, papelão, gesso, pilhas, baterias, pneus, lâmpadas, óleo de cozinha, vidros (exceto temperado), galhos e folhas. Cada morador da cidade pode descartar até 2 m³ por dia.
Os números mostram que a nova estrutura dos ecopontos tem sido amplamente utilizada pela população. Em julho de 2025, as três unidades receberam 3.814 m³ de resíduos, com destaque para o localizado na Ary Rosa, que sozinho somou 1.400 m³.
O volume aumentou em agosto, quando foram totalizados 4.288 m³. Em setembro, o movimento se manteve elevado: foram 4.274 m³ descartados de forma adequada. Desta vez, quem liderou o mês com 1.616 m³ foi o ecoponto localizado atrás do Shopping do Vale.
Localização das unidades
Ecoponto Vista Alegre
Rua Maranhão, 260
Funcionamento: segunda a sábado, das 8h às 18h
Ecoponto Shopping do Vale
Rua Lindolfo Vagner, s/n°
Funcionamento: segunda a sábado, das 8h às 18h
Ecoponto Moradas do Bosque
Av. Ary Rosa dos Santos, s/n°
Funcionamento: segunda a sábado, das 8h às 18h

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