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Além da Pirelli, Prometeon também pode sair de Gravataí e ir para São Paulo




A Câmara Municipal de Gravataí sediou uma audiência pública na tarde de segunda-feira (24) para debater o fechamento da unidade da Pirelli no município. O evento foi organizado pela Assembleia Legislativa em parceria com a Câmara. 

A audiência foi solicitada pela Frente Parlamentar em Defesa da Pirelli da Câmara de Gravataí junto à Comissão de Assuntos Municipais da Assembleia. A proposição foi realizada pelo deputado estadual Dalciso Oliveira (PSB), que também presidiu a audiência. A desindustrialização gaúcha também foi tema do encontro. 

“É com grande tristeza que recebo vocês nesta Casa para tratar desse assunto. Fui funcionário da Pirelli e tenho muito a agradecer à empresa. Município, Estado e País têm que se juntar contra a saída das empresas do território nacional”, afirmou o presidente da Câmara, vereador Clebes Mendes (MDB). 

“Essa luta é de todos. A permanência da Pirelli em Gravataí une todos os vereadores e governantes. A Pirelli se tornou uma potência muito pelos moradores gravataienses e a empresa não está levando isso em conta”, disse o presidente da frente parlamentar em defesa da Pirelli, vereador Dimas Costa (PSD). 

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Borracha de Gravataí, Flávio de Quadros, agradeceu aos vereadores “por estarem nos apoiando nessa empreitada que é a permanência da Pirelli na nossa cidade”. Ele disse ainda que “a fábrica vinha tendo um fechamento de 102%, e isso é a prova absoluta que, se a empresa for embora, não será por culpa de seus funcionários”. 

Flávio também disse que a possibilidade da Prometeon sair de Gravataí e ir instalar sua fábrica em São Paulo é grande, pois a diferença de ICMS cobrado no Rio Grande do Sul (18%) para o estado paulista é muito grande (em São Paulo, o ICMS é de 12%), fazendo com que a empresa tenha redução nos lucros.

O vereador Alan Vieira (MDB) disse que “Gravataí está inserida numa economia global e estamos à mercê de uma ordem que vem lá da Itália. A responsabilidade das empresas com a comunidade acaba quando o lucro entra em pauta”. “Moro em Gravataí há 45 anos e já vi várias indústrias indo embora da cidade, mas todas com problemas de falência. Essa é a primeira vez que vejo uma empresa ir embora por ganância”, afirmou Vanderli Marins, funcionário da Pirelli. 

A audiência teve encaminhamentos como a proposta do vereador Nadir Rocha (MDB) de realização de uma reunião com a bancada gaúcha na Câmara Federal para tentar reverter o fechamento da Pirelli. O encontro também contou com a presença do secretário municipal da Fazenda, Davi Keller Severgnini, de Marilia Felix, da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico e Turismo, e de representantes de sindicatos.


Por João Flores da Cunha - Foto: Divulgação 





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