CPFL RGE e Polícia Civil flagram furto de energia em quadra esportiva de Gravataí; dois são presos
Ação conjunta resultou na prisão em flagrante do proprietário e do responsável pela religação clandestina
Foto e texto: Ascom
Equipes da CPFL RGE, em conjunto com a Delegacia de Repressão aos Crimes contra o Patrimônio das Concessionárias e dos Serviços Delegados (DRCP), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), realizaram, nesta quinta-feira, 5, uma operação em uma quadra de esportes no bairro Vila Jansen, em Gravataí. A ação ocorreu após sucessivas religações irregulares no estabelecimento, que já havia sido desligado diversas vezes, teve o medidor retirado e o ramal de ligação removido.
Na manhã da operação, as equipes efetuaram um novo desligamento. Como não havia ninguém no local, o estabelecimento permaneceu sob acompanhamento para que o responsável fosse informado sobre o corte. No final da tarde, o proprietário chegou acompanhado de um homem que subiu no poste e religou clandestinamente a instalação à rede elétrica.
Com o apoio solicitado à DRCP/Deic, os dois foram presos em flagrante. O proprietário da quadra foi autuado por furto de energia, enquanto o responsável pela religação clandestina foi autuado por estelionato. Ambos foram encaminhados ao sistema prisional, sem arbitramento de fiança pela autoridade policial.
A dívida vinculada ao estabelecimento ultrapassa R$ 45 mil. O proprietário foi orientado a regularizar a situação junto à CPFL RGE.
Crime. Fraudes e furtos de energia são crimes previstos no Código Penal com penas que podem chegar a até quatro anos de prisão. Após confirmado o furto, a CPFL RGE realiza os cálculos e estima a quantidade de energia furtada, ou seja, o que foi consumido pelo estabelecimento e que deixou de ser pago à distribuidora. Desta forma, a companhia pode fazer a cobrança retroativa dos valores.
Outra consequência das fraudes e furtos é a piora na qualidade do serviço de distribuição de energia, uma vez que as ligações clandestinas sobrecarregam as redes elétricas.
Penas mais duras. Sancionada em 2025, a Lei 15.181 endureceu as penas aplicadas a crimes como furto, roubo e receptação de fios, cabos e equipamentos utilizados na geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, considerando que esses ativos são parte de uma estrutura de serviço público.
O furto desses equipamentos e a receptação deles passam a ser crimes qualificados, com pena de prisão de 2 a 8 anos. Para o roubo de equipamentos, a pena passa a ser de 6 a 12 anos, e para receptação qualificada, de 6 a 16 anos. Todos esses casos incluem multa. Dessa forma, a lei para esse tipo de furto passa a ser mais dura do que outros furtos.
Eficiência. O investimento em inteligência artificial, acoplado a novos sistemas com geração de alarmes para direcionamento de inspeções, resulta em maior assertividade do trabalho desenvolvido pela Diretoria Comercial do Grupo CPFL em seus processos de monitoramento e análise. Deste modo, a Companhia consegue preventivamente identificar possíveis variações no consumo de energia que indiquem perdas comerciais. Além dos investimentos em processos, o grupo também tem trabalhado em conjunto com os órgãos públicos e as autoridades policiais para coibir a prática de fraudes e furtos.

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