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Enquanto Jussara e Mano aceleram, parte do secretariado freia o governo







Enquanto Jussara e Mano aceleram, parte do secretariado freia o governo

Por André Guterres/Info do Vale e Cachoeirinha Notícias 24 Horas

É perceptível para quem acompanha o dia a dia da administração municipal que tanto a prefeita Jussara Caçapava quanto o vice-prefeito Mano têm demonstrado disposição para trabalhar.

Seja buscando destravar problemas antigos, procurando soluções para demandas que há anos aguardavam uma resposta ou investindo em inovação e novos serviços para a população, ambos têm mostrado presença e vontade de fazer acontecer.

Em outras palavras, é possível perceber que a prefeita e o vice estão “correndo atrás”, como diz popularmente.

Jussara tem buscado imprimir um ritmo de trabalho ao governo, enquanto Mano também participa ativamente das ações e acompanha projetos, obras e iniciativas da administração. Independentemente de posições políticas ou avaliações sobre os resultados de cada ação, a disposição de ambos para trabalhar é algo difícil de ignorar.

O mesmo, porém, não pode ser dito sobre parte do secretariado municipal.

É comum observar inaugurações de obras, lançamento de projetos e anúncios importantes sem que sequer metade dos secretários municipais esteja presente. A ausência em eventos, por si só, talvez fosse um detalhe menor, caso não existissem outros sinais que chamam ainda mais atenção.

Nos bastidores, há uma percepção de que alguns integrantes do primeiro escalão parecem não acompanhar o mesmo ritmo imposto pela prefeita e pelo vice. Enquanto Jussara e Mano tentam avançar, destravar projetos e melhorar a máquina pública, determinadas ações de algumas secretarias acabam produzindo o efeito contrário.

Em vez de ajudar o governo a dar um passo adiante, há situações em que decisões ou falta de ação fazem a administração recuar dois, três ou até mais passos.

E isso é preocupante.

Governar uma cidade exige sintonia. Não basta uma prefeita e um vice trabalharem intensamente se parte da equipe não acompanha o ritmo, não entrega resultados ou, pior ainda, acaba criando problemas que precisam posteriormente ser resolvidos pelo próprio gabinete.

Também existe uma diferença entre ocupar um cargo e compreender a responsabilidade que ele representa. Secretários não devem atuar como estruturas isoladas dentro da Prefeitura. Cada secretaria faz parte de um governo e suas ações, positivas ou negativas, inevitavelmente refletem diretamente na imagem da administração como um todo.

Pelas conversas de bastidores, não seria nenhuma surpresa se, entre novembro e dezembro, ocorressem mudanças no secretariado.

E, ao que tudo indica, nem mesmo aqueles que eventualmente se consideram intocáveis ou indispensáveis deveriam apostar todas as fichas na permanência.

Afinal, Jussara e Mano parecem dispostos a correr. A grande questão é saber quem, dentro do governo, está disposto a acompanhar o ritmo, e quem está apenas assistindo da arquibancada.


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