Simers denuncia atrasos no pagamento de médicos do Hospital Estadual Padre Jeremias
Por André Guterres - Info do Vale e Cachoeirinha Notícias 24 horas
De acordo com o Simers, os médicos do Hospital Estadual Padre Jeremias - unidade estadual cuja mantenedora não estaria em dia com os pagamentos - receberam apenas 35% dos honorários referentes ao mês de fevereiro. A situação também atinge o Hospital de Alvorada, que, assim como o Padre Jeremias, é administrado pelo Hospital Ana Nery, de Santa Cruz do Sul, por meio de contratos firmados com a Secretaria Estadual de Saúde.
A denúncia foi formalizada durante reunião realizada na quinta-feira (9), com a participação da conselheira do Simers, Lúcia Osório, além de representantes das assessorias jurídica e de relações governamentais da entidade. Conforme relato dos profissionais, não há qualquer previsão para o pagamento do restante dos valores em aberto.
A situação reacende o temor de um cenário já enfrentado anteriormente. Os médicos citam como exemplo a saída da Fundação Universitária de Cardiologia, em 2024, quando dívidas ficaram pendentes. Para a conselheira Lúcia Osório, atrasos recorrentes em contratos terceirizados na saúde pública são inaceitáveis e refletem um problema estrutural na gestão.
Falta de comunicação e possível restrição de atendimentos
Outro ponto destacado pelos profissionais é a ausência de informações claras por parte dos gestores das unidades. Segundo os relatos, há insatisfação também com a forma desigual de pagamento, já que alguns valores são quitados de forma imediata em situações emergenciais de escala, enquanto o restante dos profissionais permanece sem receber integralmente.
Diante do cenário, o Simers informou que irá acionar tanto os responsáveis pela administração dos hospitais quanto o governo do Estado para esclarecer a situação. Além disso, uma Assembleia Geral Extraordinária está prevista para a próxima semana, quando os médicos deverão definir medidas a serem adotadas.
Entre as possibilidades em discussão está a restrição parcial dos atendimentos, o que pode impactar diretamente a população que depende dos serviços prestados nas unidades.
O espaço está aberto ao Instituto Ana Nery e ao Governo do Estado para se manifestarem sobre o caso.

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