Polícia Civil pede prorrogação da prisão de PM suspeito no desaparecimento da família Aguiar
Via Info do Vale
O desaparecimento de três pessoas da mesma família em Cachoeirinha, na Região Metropolitana, segue mobilizando a Polícia Civil e ampliando a tensão em torno do caso. A corporação deve solicitar à Justiça a extensão da prisão temporária do policial militar Cristiano Domingues Francisco, de 39 anos, investigado pelo sumiço da ex-esposa, Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, e dos pais dela, Isail e Dalmira Aguiar, de 69 e 70 anos.
Os três desapareceram entre os dias 24 e 25 de janeiro. O policial nega qualquer envolvimento no caso.
Investigação em andamento e nova análise de provas
O PM está recolhido no Batalhão de Polícia de Guarda, em Porto Alegre, desde 10 de fevereiro. A 2ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha conduz as apurações e deve protocolar o pedido de renovação da prisão temporária até a próxima terça-feira, quando se encerra o prazo inicial de 30 dias determinado pela Justiça.
Conforme o delegado Anderson Spier, titular da 1ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana de Gravataí e que também atua no município vizinho, a solicitação será fundamentada nas provas já reunidas e em materiais que ainda passam por perícia. Entre os itens pendentes de análise estão dados extraídos do celular do suspeito e movimentações bancárias.
A autoridade policial indicou que ainda há diligências em curso e que, neste momento, a prioridade é concluir as etapas investigativas dentro do prazo judicial. A possibilidade de conversão da prisão temporária em preventiva não está descartada, mas dependerá da evolução das provas.
Defesa sustenta inocência e cita contexto familiar
A defesa do policial reafirma que ele é inocente e que já prestou depoimento detalhado à autoridade policial ainda na condição de testemunha. Segundo o advogado, a presença do investigado nas proximidades do imóvel da ex-esposa ocorreu por solicitação dos ex-sogros e também para buscar pertences do filho do casal, além de cuidar de animais de estimação, tudo, conforme a versão apresentada, com conhecimento da Polícia Civil.
O defensor ainda ressalta que há laudos e análises pendentes, além de testemunhas a serem ouvidas, o que, na avaliação da defesa, impede uma manifestação mais aprofundada neste estágio da investigação. Também destaca o impacto da situação sobre o filho do casal, de nove anos, que estaria afastado tanto da mãe e dos avós maternos quanto do pai desde a prisão do policial.
Enquanto a investigação avança, familiares aguardam respostas sobre o paradeiro das três vítimas. O caso segue sob sigilo parcial, e a Polícia Civil mantém as diligências para esclarecer o que aconteceu entre os dias 24 e 25 de janeiro.

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