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Mistério em Cachoeirinha: família Aguiar desaparecida há quase 60 dias tem buscas intensificadas pela Polícia Civil

 







Mistério em Cachoeirinha: família Aguiar desaparecida há quase 60 dias tem buscas intensificadas pela Polícia Civil

As buscas por três pessoas da mesma família, moradora de Cachoeirinha, desaparecidas há cerca de 60 dias seguem mobilizando forças de segurança na região de Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A Polícia Civil intensificou as ações em áreas rurais após a identificação de um sinal de celular que pode ajudar a esclarecer o caso.

Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, moradora do bairro Granja Esperança, e seus pais, Isail Aguiar, de 69, e Dalmira Aguiar, de 70, que viviam no bairro Anair, não são vistos desde os dias 24 e 25 de janeiro. O casal era conhecido na comunidade, onde mantinha um mercado há mais de 30 anos. Desde então, o caso ganhou contornos cada vez mais graves, com a principal linha de investigação apontando para feminicídio, duplo homicídio e ocultação de cadáveres.

Buscas se concentram em áreas rurais com apoio de cães farejadores

A perícia identificou que o celular de Silvana emitiu sinal dias após o desaparecimento em uma região rural de Gravataí. A área também abriga um sítio pertencente a um familiar do principal suspeito, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, que é ex-companheiro da vítima.

Com base nessas informações, equipes da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros concentraram esforços em bairros como Costa Verde e Costa do Ipiranga. As buscas contam com o uso de cães farejadores da raça Pastor Belga Malinois, cuja capacidade olfativa é significativamente superior à humana, permitindo identificar odores com maior precisão em áreas delimitadas.

As operações ocorreram em propriedades privadas com autorização dos proprietários. Esta não é a primeira vez que as equipes realizam varreduras em zonas rurais de Gravataí e Cachoeirinha, além de áreas próximas ao Rio Gravataí e imóveis ligados a pessoas do círculo do suspeito.


Investigação avança com apreensões e análise de provas

Durante as diligências, a polícia apreendeu ao menos um telefone celular, um notebook e dois veículos pertencentes a familiares do suspeito. Os materiais passam por perícia para identificar possíveis conexões com o desaparecimento.

Outro mandado de busca foi cumprido na casa de um amigo do policial militar, apontado como testemunha. No local, foram recolhidos um celular, pen drive, HD externo e um videogame. A análise busca confirmar a versão apresentada sobre a noite do desaparecimento, incluindo dados de geolocalização e possível conexão de dispositivos à rede de internet da residência do suspeito.

Além disso, a investigação tenta identificar o proprietário de um carro vermelho que teria entrado na casa de Silvana no dia do desaparecimento. Amostras de sangue encontradas no pátio da residência também seguem em análise pelo Instituto-Geral de Perícias.

As contas bancárias das três vítimas não apresentaram qualquer movimentação desde o desaparecimento, o que reforça a hipótese de crime. A polícia trabalha com a possibilidade de que as vítimas não estejam mais vivas, e Silvana já integra a lista oficial de vítimas de feminicídio no Rio Grande do Sul em 2026.

Cristiano Domingues Francisco é o único suspeito até o momento e está preso temporariamente desde 10 de fevereiro. A defesa informa que colabora com as investigações e avalia medidas jurídicas cabíveis.

Com a prorrogação da prisão, a expectativa da Polícia Civil é concluir o inquérito em até 30 dias, enquanto as buscas pelos corpos continuam em pontos considerados estratégicos.

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