Duas técnicas de Enfermagem foram violentamente agredidas dentro da UPA 24 horas Francisco de Medeiros, em Cachoeirinha, na Região Metropolitana, durante a madrugada de segunda-feira (19). O caso, considerado grave pelo Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Sul (Coren-RS), motivou visita institucional, abertura de inquérito policial e cobrança formal de providências à Secretaria Municipal de Saúde.
O Coren-RS, representado pelo presidente, enfermeiro Antônio Tolla, e pelo conselheiro técnico de Enfermagem Edgar Vagner Moraes, ambos integrantes da Comissão Interna de Prevenção à Violência no Trabalho na Enfermagem, esteve nesta quinta-feira (22) na UPA 24h Francisco de Medeiros, em Cachoeirinha. A visita teve como objetivo prestar apoio e solidariedade às duas técnicas de Enfermagem vítimas de agressões físicas dentro da unidade.
Segundo as informações apuradas, duas pacientes, que teriam chegado juntas à UPA em busca de atendimento após uma suposta agressão sofrida em uma festa, atacaram uma das técnicas durante o atendimento em uma sala de procedimentos. Já no corredor da unidade, a profissional foi agredida com socos, chutes e mordidas, enquanto a segunda paciente a segurava para impedir qualquer reação. Outra técnica de Enfermagem tentou defender a colega e também acabou ferida. As duas profissionais estão afastadas por 30 dias.
De acordo com a direção da UPA, a unidade funciona no modelo de portas abertas, sem serviço de portaria ou vigilância privada. Os guardas municipais atuam apenas na proteção do patrimônio, não intervindo em situações de violência contra servidores, o que, segundo relatos da equipe, amplia a sensação de insegurança no local.
A Ouvidoria do Coren-RS recebeu, no dia 20 de janeiro, diversas denúncias relacionadas à violência na UPA de Cachoeirinha, sendo o episódio da madrugada do dia 19 considerado o mais grave. Um inquérito policial foi instaurado pela Polícia Civil, e imagens das câmeras de segurança da unidade já foram entregues para análise.
Durante a visita, Antônio Tolla e Edgar Vagner Moraes conversaram com outros profissionais da Enfermagem, que relataram histórico recorrente de ameaças, intimidações, xingamentos e até situações extremas, como paciente apontando arma de fogo para servidor. Para o presidente do Coren-RS, o cenário é alarmante. “A violência contra a Enfermagem se tornou uma realidade constante e inadmissível. É fundamental combater esses episódios com medidas preventivas e de proteção, e os gestores têm papel central nesse processo”, afirmou.
Diante dos fatos, o Coren-RS encaminhou ofício à Secretaria Municipal de Saúde de Cachoeirinha solicitando reunião e cobrando ações concretas para garantir a segurança dos profissionais que atuam na UPA.

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