Feminicídios batem recorde no Brasil e acendem alerta máximo
O ano de 2026 começou de forma assustadora no Rio Grande do Sul quando o assunto é violência contra a mulher. Até agora, já são 9 feminicídios registrados apenas no mês de janeiro, o que representa, na prática, uma mulher morta a cada três dias no Estado.
Neste domingo, 25 de janeiro, mais um crime chocou a população. Uma mulher foi morta a facadas em Tramandaí. O companheiro da vítima foi preso em flagrante e, segundo a Polícia Civil, é o principal suspeito. Este é o nono caso de feminicídio no RS em 2026.
Em dezembro de 2025, a Secretaria Estadual da Segurança Pública havia contabilizado seis casos. Ou seja, a escalada da violência é clara e preocupante.
O problema vai além das fronteiras do Estado. De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, 2025 fechou com um novo recorde nacional de feminicídios. Foram pelo menos 1.470 mulheres assassinadas no Brasil, o maior número dos últimos dez anos. E esse total ainda pode ser maior, já que estados como São Paulo, Pernambuco, Alagoas e Paraíba não enviaram os dados completos de dezembro.
O feminicídio é um dos crimes mais desafiadores para gestores e forças de segurança. Na maioria dos casos, o agressor é alguém próximo, com acesso direto à vítima. Muitas mulheres vivem em situação de dependência emocional ou financeira, o que dificulta denúncias e rompimentos.
Especialistas alertam que combater o feminicídio exige políticas públicas preventivas, com ações integradas nas áreas de segurança, saúde, educação e assistência social.
Denunciar salva vidas. Violência contra a mulher não é problema privado. É responsabilidade de toda a sociedade.

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