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Dados oficiais do IPREC desmontam narrativa de rombo de R$ 30 milhões usada para justificar cassação em Cachoeirinha



Sede do IPREC em Cachoeirinha - Foto: André Guterres



Relatórios técnicos, gráficos oficiais e prestações de contas do IPREC revelam crescimento consistente dos ativos, valorização dos investimentos e redução do déficit atuarial, contrariando a versão de um suposto rombo de R$ 30 milhões apontado como motivo real da cassação do prefeito Cristian e do vice, delegado João Paulo.



Crescimento dos investimentos e solidez da carteira


Os dados oficiais do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais de Cachoeirinha mostram uma trajetória contínua de fortalecimento financeiro. Entre 2020 e 2024, a carteira de investimentos saltou de aproximadamente R$ 374 milhões para mais de R$ 721 milhões, conforme demonstrado nos gráficos de desempenho dos investimentos. Em 2025, esse crescimento avançou ainda mais, atingindo R$ 834,9 milhões em novembro, com rentabilidade acima da meta atuarial estabelecida.

A evolução da carteira não apenas afasta a tese de esvaziamento dos recursos previdenciários como demonstra gestão ativa e alinhada às boas práticas, com alocação majoritária em títulos públicos federais e acompanhamento técnico por consultorias especializadas.


Evolução dos ativos e redução do déficit atuarial


Outro ponto central omitido na narrativa do suposto rombo é a relação entre ativos e passivo atuarial. Os gráficos oficiais indicam que os ativos do IPREC cresceram de cerca de R$ 607 milhões em 2021 para mais de R$ 906 milhões em 2024. No mesmo período, o passivo atuarial apresentou queda relevante, passando de aproximadamente R$ 939 milhões em 2022 para cerca de R$ 798 milhões em 2025, uma redução próxima de 15%.

Esse movimento é tecnicamente incompatível com a existência de um rombo recente de R$ 30 milhões. Déficit atuarial não se confunde com desvio, rombo ou falta de recursos em caixa. Trata-se de projeção de longo prazo, calculada com base em expectativas futuras de pagamento de benefícios, e não de dinheiro desaparecido.


Déficit atuarial não é rombo financeiro

A confusão entre déficit atuarial e rombo orçamentário compromete o debate público. O déficit atuarial existe em praticamente todos os regimes próprios de previdência do país e vem sendo tratado em Cachoeirinha com medidas estruturais, como reforma previdenciária, censo cadastral e reestruturação da dívida previdenciária, aprovadas pela própria Câmara de Vereadores.

Os relatórios de governança corporativa do IPREC, entregues formalmente ao Executivo e ao Legislativo, reforçam a transparência da gestão e indicam equilíbrio progressivo das contas, mesmo diante de eventos climáticos extremos e pressões fiscais enfrentadas pelo município.


Narrativa política versus dados técnicos

Ao atribuir a cassação a um suposto rombo de R$ 30 milhões, é um fato que ignora documentos oficiais, números auditáveis e gráficos públicos que mostram realidade distinta. Os dados revelam aumento de patrimônio, melhoria na rentabilidade e redução do passivo atuarial, afastando a ideia de colapso previdenciário ou uso indevido dos recursos dos servidores.

A divergência entre o discurso político e os dados técnicos evidencia a necessidade de separar decisões de natureza política da análise objetiva das contas públicas, sob pena de desinformar a população e gerar insegurança injustificada entre os servidores.

Os números oficiais do IPREC desmontam a tese de rombo financeiro e indicam gestão previdenciária em processo de fortalecimento, com ativos em alta e déficit atuarial em queda. Diante disso, a utilização dessa narrativa como justificativa central para a cassação carece de respaldo técnico e exige debate mais responsável, baseado em fatos e documentos públicos.

Links da fonte da informação do IPREC



Abaixo seguem os gráficos disponíveis no site do IPREC:






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