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Operação contra o golpe da casa própria cumpre mandados em Gravataí, Canoas e região



A Polícia Civil, por meio da 4ª DP de Canoas, com apoio da Susepe, após 10 meses de investigações policiais, deflagrou operação contra organização criminosa que aplica o golpe da venda da casa própria em Canoas e região metropolitana. As investigações foram iniciadas a partir de diversas ocorrências policiais registradas desde o início deste ano, por mais de 15 vítimas, as quais relataram o modus operandi da organização criminosa.


Quatro pessoas foram presas, sendo apreendidos celulares e tablet. A forma do golpe consistia em criar anúncios em classificados virtuais de redes sociais da venda de um imóvel no bairro Rio Branco, em Canoas. Assim que as vítimas entram em contato com o suposto dono do imóvel, as partes estabelecem negociações em que são definidas as bases do acordo e o valor a ser pago. Para seduzir as vítimas a fechar o negócio, dar aparência de legitimidade e boa fé, os investigados costumam combinar um horário com as vítimas para assinatura de um contrato em tabelionato.

Após a assinatura do referido acordo, as vítimas realizam transferências bancárias em nome de terceiros e em alguns casos realizam pagamento em mãos aos suspeitos para obter a posse do imóvel. Após o pagamento é praxe da organização criminosa entrar em contato com as vítimas e durante o diálogo são feitas ameaças à vida delas, apresentam fotografias de armas e dizem ser penitenciários. A intenção é amedrontar as vítimas para que elas saiam da residência ou que nem ingressem na posse e dessa forma continuar o ciclo criminoso.

Conforme apurado pela investigação, a referida organização lesou as vítimas em mais de 800 mil reais. A Operação Blackmail mobilizou aproximadamente 100 policiais civis, além de agentes da Susepe, para dar cumprimento a 18 Mandados de Busca e Apreensão e 11 Mandados de Prisão temporárias, visando a desarticular a organização criminosa e identificar outros envolvidos, nos municípios de Canoas, Esteio, Nova Santa Rita, Porto Alegre, Gravataí e Ijuí.

Segundo a Delegada Tatiana Bastos, a organização criminosa possui uma estrutura bem articulada e com divisão de tarefas específicas para cada envolvido, utilizando-se, além do golpe, de intimidações e ameaças que culminam no abandono da residência e no início de um novo ciclo de venda, com o mesmo modus operandi, com outras vítimas. O Diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana, Delegado Mario Souza, destaca que foi uma investigação contra um crime que causa extenso prejuízo as vítimas. 

Via PC/RS



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