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Passeata pela regularização de terras destinadas à moradia popular será realizada nesta terça-feira em Porto Alegre


Concentração se inicia às 9h desta terça-feira (16), em frente a Prefeitura de Porto Alegre


Mais de 150 famílias organizadas na Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL) farão uma passeata no centro da capital, a partir das 9h desta terça-feira, 16. O grupo ocupa um território destinado à moradia popular em Sapucaia do Sul desde o dia 30 de outubro, chamado ocupação Semente de Marielle, e é formado por moradores ameaçados de despejo de área da CEEE, em Gravataí, e por famílias de Sapucaia do Sul em situação de vulnerabilidade social.

A manifestação ocorre coordenada com outros atos políticos em diferentes cidades do país, onde outros núcleos da FNL também farão protestos pela reforma agrária e a distribuição de terras públicas para regularização e habitação de famílias sem moradia. O movimento reivindica, além do exercício da função social dos territórios ociosos, o acesso à oportunidades de trabalho, a valorização da agricultura familiar, e o pleno acesso aos serviços públicos de saúde e educação.

Na última semana, a FNL realizou uma grande marcha de Sorocaba à São Paulo, por cinco dias, com mais de mil pessoas que vivem em acampamentos em busca de moradia, sobretudo na região do Pontal do Paranapanema.

A passeata desta terça-feira terá o ponto de partida na Prefeitura de Porto Alegre, às 9 horas, e deve passar pelo Palácio Piratini e encerrar o ato político no Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF).


Semente de Marielle luta pelo parcelamento de área e regularização para moradia em Sapucaia do Sul

Parte das famílias da ocupação vive em Sapucaia e cidades vizinhas sob o risco de despejo porque não tem como bancar aluguel. Também reivindicam o espaço famílias que ocupam uma área da CEEE em Gravataí e agora também estão ameaçadas por ordens de despejo concedidas pela Justiça à companhia de energia.

De acordo com os organizadores da ocupação, o terreno tem capacidade para acolher mais de 500 famílias, além das que já estão instaladas na ocupação Marielle Franco, grupo vizinho da nova ocupação, que está no espaço desde 2014 e é ameaçado por uma ordem de reintegração de posse. Os novos ocupantes querem que seja extinto o processo de expulsão, e que se avance imediatamente nos trâmites de regularização fundiária de toda a área, que conta inclusive com verba de R$ 500 mil, concedida via emenda parlamentar da deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL). Esse recurso poderá ser perdido caso a Secretaria de Obras e Habitação do estado não dê os encaminhamentos à regularização da área, que tem liminar de reintegração de posse concedida à Procuradoria-Geral do Estado.

Área em Sapucaia estava prevista para moradia

O projeto inicial da área previa moradia aos atingidos pela obra da rodovia estadual. No entanto, a falta de vontade política não permitiu avanços, e muitas famílias cansaram de esperar soluções e foram para outros locais. Quem já vivia no terreno da Lomba da Palmeira não conta com energia elétrica, saneamento e serviços básicos, como atendimento em saúde.

Enquanto isso não ocorre, o movimento de moradores pede a colaboração da comunidade para se manter na luta. São aceitas doações de alimentos, produtos de higiene, cobertores, utensílios de cozinha e roupas, que podem ser entregues em pontos de coleta ou diretamente na ocupação. Os endereços dos locais de coleta em Porto Alegre, Canoas e Sapucaia do Sul estão nas redes sociais da FNL RS ( @frentenacionaldelutars )  


Por Nathália Bittencurt/Ascom - foto: divulgação 






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