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Aniversário de Cachoeirinha | 54 anos de história


Cachoeirinha está de aniversário nesta sexta-feira (15)


A Lei Municipal nº 5090/65, de 9 de novembro de 1965, autorizou a instalação do município de Cachoeirinha, que até então era pertencente a Gravataí. No dia 15 de maio de 1966,  ocorreu em definitivo a separação e é a data em que se comemora oficialmente sua emancipação.

Estrategicamente localizada a 17 km do centro de Porto Alegre, Cachoeirinha faz divisa, também, com Gravataí, Esteio, Alvorada, Canoas e Sapucaia do Sul, o que a transformou em um importante polo logístico, além de se destacar por sua pujança nas áreas industrial, comercial e cultural. Pode-se dizer que Cachoeirinha é o coração da grande Porto Alegre.

O nome Cachoeirinha teve origem em uma pequena queda d'água localizada a cerca de um quilômetro acima da ponte do rio Gravataí, que impedia a navegação, principalmente em épocas de estiagem.

Em 1925, surgiu a ponte de ferro, de uma mão, que terminaria virando símbolo da cidade, mesmo depois de desmontada e vendida a um ferro-velho.

Em 1928, o Governo Estadual ordenou que fosse dinamitada a rocha que formava a queda d'água, em função das obras de dragagem que estavam sendo feitas para facilitar a navegação entre os municípios de Santo Antônio da Patrulha, Gravataí e Porto Alegre.

Cachoeirinha tem uma área de 44 km2, que pertenceu, no passado, quando ainda era distrito de Gravataí, ao coronel João Baptista Soares da Silveira e Souza, que tem uma Avenida batizada em sua homenagem, apesar de boa parte dos cachoeirinhenses a conhecerem apenas como a "Rua dos Bancos".

Com seu falecimento, em 1923, os herdeiros iniciaram a venda das terras, e começou a expansão do distrito. Foram abertas as ruas Tamoio, Tabajara, Tapajós e Tupi e a atual Papa João XXIII, formando-se o primeiro loteamento local, a Vila Cachoeirinha.

Em 1959, iniciaram-se as reuniões para a emancipação do município, na casa de José Teixeira, que se tornou, depois, a sede da Aliança Democrática Popular e, mais adiante, dos Correios. Mas essa primeira tentativa de emancipação não teve êxito por falta de apoio da população.

No fim dos anos 60, foi criada nova comissão, que tampouco alcançou seus objetivos. Só em 1965, quando surgiu um terceiro movimento emancipatório, chegou-se à vitória, graças à grande representação política que o distrito tinha, então, em Gravataí, uma vez que três vereadores — José Prior, Osvaldo Corrêa e Martinho Espíndola — e o vice-prefeito Rui Teixeira residiam em Cachoeirinha. Além disso, o Padre Geremias deu amplo apoio a essa reivindicação, ajudando os emancipadores. Anos depois o primeiro hospital da cidade foi batizado com seu nome, apesar de terem escrito seu nome com J e não com G. 

O primeiro comandante do município foi Francisco Valls Filho (15/05/1966 - 31/01/1968), nomeado interventor pelas autoridades estaduais da época. Sucedeu-o Ruy da Silva Teixeira (31/01/1968 - 02/07/1969), o primeiro prefeito eleito pelo voto popular.

Por problemas políticos, Ruy foi destituído pelo governo militar, e assumiu, interinamente, em seu lugar, o vice-prefeito, Alécio Caetano Goulart (09/07/69 a 01/09/69), substituído, dois meses depois, pelo interventor Aury de Oliveira (01/09/1969 - 31/03/1973), mas Ruy retornou ao cargo após sua saída (31/01/1973 - 31/01/1977). 

Inicialmente, a economia de Cachoeirinha estava baseada no cultivo de hortifrutigranjeiros , conversas e na criação de gado, destacando-se, sobretudo, pela produção leiteira, o que a levou a ser reconhecida como "Cidade do Leite".

Um exemplo disso foram as conservas Ritter (atual Ritter Alimentos). A empresa foi fundada em 1919, por Frederico Augusto Ritter, gaúcho, neto de imigrantes alemães. Empreendedor nato, iniciou uma atividade industrial inovadora, na região, com a fundação de uma fábrica de alimentos.

A Ritter iniciou suas atividades com a produção de leite e derivados destinados ao mercado de Porto Alegre. Todavia, apesar da proximidade entre Cachoeirinha e a capital era inviável a regularidade da entrega dos produtos em função da precariedade das estradas naquela época.

A única alternativa foi desenvolver uma linha de produtos industrializados, não perecíveis, que pudessem suportar a demora da viagem, sem comprometer a sua qualidade. Assim foi introduzida, com pioneirismo no Estado do Rio Grande do Sul, a produção industrial de uma linha de conservas salgadas, além de uma ampla linha de doces e geléias de frutas.

A preocupação com a qualidade era constante e fazia parte da filosofia de vida do Fundador, que ao longo da sua história conquistou vários prêmios de reconhecimento de qualidade, como a Medalha de Ouro pela qualidade na produção de geléias, na Exposição Nacional de Horticultura, em 1929.

Em 1970, a economia do município diversificou-se e tomou impulso com a instalação de um distrito industrial, que gerou um surto migratório de catarinenses e de gaúchos provenientes de regiões como Palmeira das Missões, Santa Maria e Santo Antônio da Patrulha. Esse distrito foi significativamente ampliado com a instalação da fábrica da Souza Cruz em 1999, a mais importante da empresa na América Latina, que abrigou também abrigou seu parque gráfico, transferido do Rio de Janeiro. A empresa acabou saindo da cidade em 2016 devido as restrições a venda do cigarro e a alta carga tributária imposta ao produto, sem contar a concorrência desleal dos cigarros contrabandeados do Paraguai e a sua quase inexistente fiscalização de venda, que ocorre até hoje. Mais de 30% da arrecadação de impostos da cidade era oriunda da Souza Cruz, com sua saída, a cidade enfrentou e ainda enfrenta sérios problemas financeiros. 

Nos últimos dez anos Cachoeirinha cresceu e muito com a explosão de loteamentos residenciais populares, de classe média e alta. O que infelizmente gerou um aumento significativo no fluxo de veículos. Sem falar que esses loteamentos foram autorizados sem contrapartidas significativas ao município, como escolas, creches, postos de saúde, aumentando ainda mais a demanda pelos serviços públicos. 

O bom de morar em Cachoeirinha é que temos semelhanças com cidades do interior. Você pode morar em um extremo da cidade e mesmo assim conhecer uma pessoa que mora em lado oposto, não importante sua classe social. 

O cachoeirinhense é solidário, podemos ver que ações do Rotary ou das diversas congregações religiosas da cidade, a participação da comunidade é grande. Ainda mais nessa época em que estamos vivendo.

Cachoeirinha tem muito a melhorar? Tem, com certeza. E apesar de ter pessoas dizendo não gostar de morar aqui, a grande maioria a ama. Ela é uma cidade especial com certeza. Que a cidade receba mais amor e carinho de seus cidadãos e principalmente de seus governantes.

Feliz Aniversário Cachoeirinha!


Com informações da PMC/Ritter Alimentos - Edição: Info do Vale
Foto: André Guterres



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