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Opinião | Leitura do relatório da "CPI dos Pardais" causa pressão na base do governo


Cobrança da população pelas redes sociais e de grupos como o MBL, colocam em xeque o posicionamento dos vereadores que apoiam a prefeitura


Nos últimos dias, a Câmara de Vereadores está com sua pauta trancada devido a leitura do relatório da "CPI dos Pardais" (controladores de velocidade). O relatório é extenso, tem mais de 1.100 páginas, com depoimentos, fotos, dados técnicos e estudos, que mostram possíveis irregularidades, como a falta de laudos técnicos que permitem o funcionamento dos equipamentos e a aplicação de multas por meio eletrônico.

Resumindo, o relatório da CPI, onde o relator foi o vereador Ibaru Barbosa, que até semana passada estava filiado ao PSB (o mesmo partido do prefeito), pede que as multas aplicadas pelos pardais nos últimos cinco anos sejam canceladas, o valor devolvido aos motoristas multados e que seja encaminhado ao Departamento Nacional de Trânsito o pedido de cancelamento dos pontos aplicados a todos esses motoristas. O valor das multas aplicadas seria de R$ 7 milhões. Além da crise de credibilidade, se confirmaria a expressão nada lisonjeira de "visite Cachoeirinha e ganhe uma multa", que inclusive teve a distribuição de adesivos com essa frase, que foram colados as centenas em muitos carros da cidade.

Além dessa questão, a prefeitura teria de arcar com uma dívida de R$ 7 milhões, restituindo os motoristas que teriam sido multados indevidamente. Ou seja, é um grande problema para a prefeitura de Cachoeirinha.

A pressão do MBL de Cachoeirinha, aliado aos eleitores dos vereadores que votaram contra o relatório da CPI da Limpeza Urbana (onde foram divulgados verdadeiros absurdos que mereciam uma investigação mais detalhada e que infelizmente o relatório foi arquivado por 9 votos a 7), se tornou o estopim para que muitos eleitores fossem nos perfis dos vereadores que votaram contra o relatório da CPI para reclamar do seu posicionamento de defender a prefeitura a todo custo. "Quem não deve não teme", foi uma expressão bem corriqueira nos comentários.

O certo é que fica difícil justificar o voto contrário a um parecer onde aponta "diversas irregularidades". Como justificar que é contra investigar fortes indícios de ilegalidade?

A leitura do relatório da "CPI dos Pardais" é demorada, pois tem muita gente que tem o interesse que a leitura ocorresse de uma vez só, madrugada a dentro para evitar que a população saiba o que está sendo lido. E nisso o presidente da Câmara de Vereadores, Edison Cordeiro está certo, pois realizar sessões em horários onde a população possa acompanhar é um ato democrático de transparência ao relatório produzido. Conduzir a leitura de um relatório que aponta indicio de irregularidades durante a madrugada interessa a quem? Ao povo com certeza não interessa. 









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